Entre todas as lendas do folclore gaúcho, poucas são tão conhecidas e tão profundamente enraizadas na cultura do Rio Grande do Sul quanto a do Negrinho do Pastoreio.
A História Original
A lenda conta a história de um menino escravo que trabalhava como pastoreio numa estância do interior gaúcho. Seu patrão era um homem cruel que o castigou severamente quando um cavalo fugiu, amarrando-o num formigueiro durante a noite.
Conta a lenda que Nossa Senhora, comovida com o sofrimento do menino, ressuscitou-o. Desde então, o Negrinho vaga pelos campos do Sul, montado em seu cavalo branco, ajudando quem perdeu algo.
Como Invocar o Negrinho
Segundo a tradição gaúcha, quando alguém perde um objeto, deve acender uma vela e rezar ao Negrinho do Pastoreio, prometendo outra vela quando o objeto for encontrado. A prática é tão difundida que ainda hoje é comum encontrar velas acesas em homenagem ao Negrinho em casas gaúchas.
O Legado Cultural
O escritor Simões Lopes Neto foi um dos primeiros a registrar a lenda por escrito, em "Lendas do Sul" (1913). Hoje, há santuários dedicados ao Negrinho em várias cidades do RS, especialmente em São Sepé.



